A Organização Administrativa do País e a Natalidade são duas das principais questões que já hoje condicionam o nosso futuro individual e colectivo. Não é possível pensar politicamente cada uma das duas de um modo desligado e como se não fossem matérias cuja ligação e interdependência é insofismável. É necessário encará-las de frente e com a seriedade indispensável ao reconhecimento da importância de cada uma delas.
Por detrás da distribuição territorial e da instalação física dos serviços públicos - nas áreas da Saúde e da Educação, por exemplo - está todo um universo de escolhas e opções políticas que devem ser estrategicamente orientadas em função da definição do País que queremos construir e ser. Não devemos confundir instrumentos operacionais ao dispor dos poderes públicos com a Visão de fundo sobre o caminho que desejamos para todos nós e da qual as políticas públicas devem ser tributárias. A menos que, independentemente do credo, raça ou religião, todos quisessemos ser contabilistas.