sexta-feira, 29 de junho de 2007

Organização Administrativa e Natalidade

A Organização Administrativa do País e a Natalidade são duas das principais questões que já hoje condicionam o nosso futuro individual e colectivo. Não é possível pensar politicamente cada uma das duas de um modo desligado e como se não fossem matérias cuja ligação e interdependência é insofismável. É necessário encará-las de frente e com a seriedade indispensável ao reconhecimento da importância de cada uma delas.
Por detrás da distribuição territorial e da instalação física dos serviços públicos - nas áreas da Saúde e da Educação, por exemplo - está todo um universo de escolhas e opções políticas que devem ser estrategicamente orientadas em função da definição do País que queremos construir e ser. Não devemos confundir instrumentos operacionais ao dispor dos poderes públicos com a Visão de fundo sobre o caminho que desejamos para todos nós e da qual as políticas públicas devem ser tributárias. A menos que, independentemente do credo, raça ou religião, todos quisessemos ser contabilistas.
Nunca Mais Mais do Mesmo implica a necessidade de mudança, se necessário for, com rupturas. Mudanças a sério e não meras alterações ditadas pela simples mudança dos personagens e dos figurantes. Mudança da Política e das políticas assente no Visão do Indivíduo-Pessoa antes do Indivíduo-Cidadão remetido para a quotidiana categoria de contribuinte e pagador de impostos. Assente na perspectiva da responsabilidade inter-geracional e na radical diversidade da oferta e das propostas políticas - chega de Bloco Central, que alarga e cujo poder de atracção é cada vez mais forte e chega mesmo às margens do sistema. Assente numa Visão do País que não o pense como um produto acabado e com horizontes limitados - não há determinismos na História.
Com a convicção da imprescindibilidade dos partidos políticos e do seu papel decisivo para os regimes democráticos vem também a consciência de que algo está mal na sua actual configuração e modus operandi, como reconhecem os seus principais responsáveis, os quais, depois de cavalgarem os respectivos aparelhos, vão paulatinamente perdendo a paciência para os aturarem. Nunca Mais Mais do Mesmo significa também aqui falar claro.
Assume-se o gosto pelas Pessoas, pelo País e pela Política. Vamos então conversar sobre tudo isto.